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O Século das Revoluções

Christopher Hill

O Século Das Revoluções

Editora: Unesp

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Sinopse

Christopher Hill reconstroi nesta obra fundamental a história da Inglaterra no século 17. Abrangente, o livro é, segundo o autor, uma tentativa de compreensão das transformações que levaram o país a mudar completamente sua face em período relativamente curto. A obra aborda os eventos marcantes dessa época, relacionando-os ao desenrolar da história econômica, social e constitucional e ao desenvolvimento das ideias – o processo que, enfim, transformou a potência de segunda classe de 1603 na nação mais poderosa do mundo em 1714. Em quatro capítulos, Hill aborda o governo dos Stuarts (até 1640), a Guerra Civil e o Interregnum, o período entre a Restauração de 1660 até a Revolução de 1688 e, finalmente, o que se estende deste ano até 1714. Nesse espaço de tempo, o Parlamento inglês se fortaleceu, enquanto decresceu o poder do monarca e a própria hereditariedade passou a ser desafiada. Esse fato se refletiu diretamente na economia do país, que começou a substituir normas reguladoras por políticas econômicas e, em algumas áreas, pela política do laissez-faire, cenário que possibilitou a criação do Bank of England e de outras instituições financeiras modernas. Mas as mudanças se fizeram presentes na vida dos ingleses de forma bem mais ampla: à mesa, no vestuário, na religião, nas formas de expressão e, escreve Hill, ainda hoje influenciam seu estilo de vida. O século 18, como mostra esta obra, enterra a era das bruxas e das crendices, simbolicamente, com a rainha Anne, morta em 1714. E estabelece outras “verdades” sob uma nova era, a da Razão, que, no entanto, pontua o autor no epílogo, começava a ruir nas mentes humanas já naquele ano, enquanto vozes isoladas passavam a sugerir que nada é eterno, “talvez nem mesmo o Banco da Inglaterra”.