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O melhor de Peanuts

Charles Schulz

O Melhor De Peanuts

Editora: L&PM Pocket

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Sinopse

Em 2 de outubro de 1950, Charles M. Schulz (1922-2000), então com 27 anos, publicava pela primeira vez, em sete jornais americanos, a tira 'Peanuts'. Era uma tirinha de humor tendo como personagens uma turma de crianças pequenas, sem ser dirigida ao público infantil. Embora o próprio desenhista não gostasse do nome (queria que se chamasse Good Ol’ Charlie Brown, 'Bom e Velho Charlie Brown'), Peanuts caiu nas graças do público, acabou ganhando espaço além dos jornais, e os personagens tornaram-se os mais queridos para várias gerações de leitores, virtualmente no mundo inteiro. Se a criação de Schulz era simples em termos de traços e composição, o mesmo não se pode dizer da psicologia dos personagens. No início contando com apenas quatro - Charlie Brown, Shermy, Patty e Snoopy -, Peanuts misturava ao mundo da infância uma boa dose de sarcasmo, crueldade, frustrações e dúvidas existenciais. Ao longo dos anos e das décadas surgiram, para completar o elenco: Violet, Schroeder, o pianista, a temperamental Lucy e seu irmão caçula Linus, Chiqueirinho, a sardenta Patty Pimentinha e sua melhor amiga, Marcie, o Franklin, Sally, irmã caçula de Charlie Brown, Rerun, o irmãozinho de Lucy e Linus, Spike e os outros irmãos de Snoopy, Woodstock, Frieda e seus cabelos naturalmente cacheados, a Garotinha Ruiva... Graças a tal nível de complexidade, riqueza e possibilidades, Schulz pôde inventar e reinventar a tira ao longo das quase cinco décadas em que a criou diariamente, com enorme sucesso. Em seu auge, era publicada diariamente em 2.600 jornais do mundo todo. Esses quase cinquenta anos chamam a atenção como um recorde de tempo não apenas no mundo das HQs, mas nas artes em geral. Porém, a genialidade de Peanuts e Schulz vai muito além da longevidade. Com seus traços simples, com as inovações em termos de quadros e balões e com a mescla da vida cotidiana com voos de fantasia, a tirinha revolucionou as HQs modernas e conquistou o status de grande arte. Mas não é preciso ser entendedor de HQs - nem mesmo leitor de HQs! - para se deleitar com esse mundo único de alegria e vulnerabilidade, de ansiedades e brincadeiras. Basta ser humano.