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A Estrela Sobe

Marques Rebelo

A Estrela Sobe

Editora: José Olympio Editora

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Sinopse

Que o Rio de Janeiro é uma cidade-mulher, já o disseram vários de nossos autores. Adorada por tantos, teve, dentre os escritores, amantes fervorosos, arrebatados uns, melancólicos outros. Um dos mais constantes é Marques Rebelo. A Estrela Sobe, de 1939, é uma das grandes expressões de tal paixão. Leniza Máier, jovem personagem-tema que ocupa todo o romance, filha de um relojoeiro de origem alemã e de uma "mestiça disfarçada", nasce no Santo Cristo, bairro do Centro, e cresce em uma ladeira da Saúde, próxima à área portuária. Está traçando o mapa geopolítico do enredo. Não se trata do espaço elegante, da orla que vai seduzir o mundo. É o Rio de Janeiro pobre, de vida difícil, mas também o Rio ambicioso da cidade porto de mar. Leniza, como a cidade desigual em que habita, é maliciosa e tímida, interesseira e piedosa, amorosa e cruel. Quer, mais do que tudo, ser cantora. O país vive a novidade da era do rádio com o sucesso da brejeira Carmen Miranda, portuguesinha que crescera perto dali, na Lapa. Da casa de cômodos onde vivia Leniza, esse modelo era invejável. Em bsuca do mesmo caminho de fama, vale passar por tudo: recusar o amor verdadeiro e aceitar outros, menos sinceros. É neste universo que as pequenas rádios locais ambicionam reproduzir o novo mundo do broadcasting, com suas cantoras, músicas e perversos intermediários. Pelo novo espaço, cheio de contradições, se move a personagem. O que torna esta obra absolutamente original é ter incorporada à experiência modernista o linguajar coloquial, com todos os falares, inclusive o da gíria carioca, numa leveza que se aproxima do leitor e, ao mesmo tempo, ser capaz de estabelecer uma ponte até o melhor da escrita praticada do século XX. Nem vítima nem algoz, nem ingênua nem pervertida, Leniza Máier é apenas uma moça pobre em busca de sucesso: a garota carioca da gema partilha sua história com a própria cidade. Que será delas se, como diz Marques Rebelo, "no inevitável balanço da vida, não descer do Céu uma luz que ilumine o outro lado das suas vaidades?" (Beatriz Resende, Crítica literária e professora)